Neste website, Kathrin partilha as suas experiências durante a gravidez e na maternidade enquanto segue a sua dieta de baixo teor proteico. Para além disso, Kathrin responde a perguntas-chave sobre a sua jornada para a maternidade e como ela superou os desafios associados à fenilcetonúria (PKU).
Quantos anos tinha quando engravidou? E a gravidez foi planeada?
“Eu tinha 30 anos quando quis engravidar.”
Quão bem preparada estava?
“Não preparei ou ajustei gradualmente a minha dieta. Fiz alterações e preparei-me um pouco antes. O meu companheiro e eu fomos a uma consulta no Centro de Referência para conversar com a equipa de profissionais de saúde, iniciei a minha dieta de baixo teor proteico, parei de tomar os meus antidepressivos e engravidei. Compartilho a minha experiência, mas não ajuste a sua dieta ou medicação sem antes consultar o seu médico e/ou nutricionista!”
Como se sentiu durante a gravidez?
“Foi uma mistura de emoções e elementos físicos. Imediatamente senti-me mal, mas também animada, porque simplesmente não conseguia acreditar que tudo foi tão rápido. Tivemos muita sorte.”
A tolerância à Phe mudou durante a gravidez?
“Não muito. Comecei com 450 mg de fenilalanina (Phe) por dia, mas foi reduzido para 150-200 mg de Phe por dia, uma vez que os meus níveis continuaram a subir. Os enjoos matinais fizeram com que eu perdesse peso e, como tal, tive de ter uma ingestão energética superior.”
“No final, fiquei hospitalizada durante quatro semanas para recuperar. Na alta, recebi 400 mg de medicação e aconselhada por um nutricionista a ingerir, pelo menos, 2800 kcal por dia.”
Como foi a sua dieta? Qual foi a sua comida favorita?
“Vou ser honesta: foi muito difícil, especialmente quando me senti mais doente com o substituto proteico que estava a utilizar. Para além disso, tive que vomitar muito, o que obviamente não foi benéfico. Desde então, só posso ingerir um substituto.”
“Aderir à dieta não foi um problema. Só precisa de se lembrar o porquê de ter de a cumprir. Claro, houve momentos em que me senti irritada, especialmente quando os meus níveis de Phe subiram novamente. Sei que a culpa não foi minha, mas senti-me assim de qualquer maneira.”
“No que diz respeito à comida, tive uma fase em que só conseguia comer espaguete com molho de tomate e alho, coberto com natas frescas (para aumentar a ingestão energética). Estava delicioso!”
Como foi o nascimento?
“A minha filha nasceu por cesariana de emergência. A cardiotocografia (CTG) mostrou irregularidades e, tanto o ginecologista, quanto os médicos, acharam melhor fazer uma cesariana na minha 34ª semana de gravidez. Quando nasceu, pesava apenas 1790 gramas e tinha 41 cm de comprimento, mas era o bebé mais fofo do mundo.”
“Eu não tinha medo dos resultados do rastreio. Se ela tivesse PKU ou não, essa foi a menor das minhas preocupações. Eu estava mais preocupada se ela seria prematura, se eu seria capaz de a amamentar ou se ela ficasse com uma infeção por uma bactéria hospitalar. Claro, fiquei muito feliz quando chegou a notícia de que ela não tinha PKU.”
O que é mais importante para si?
“Sendo mãe solteira, é super importante ficar em forma e ser a melhor versão de mim mesma para minha filha. Portanto, seguir a dieta é a chave para se sentir feliz e saudável. Voltar ou manter a dieta de baixo teor proteico vale totalmente a pena. Se eu tivesse de fazer tudo de novo, não mudaria nada!”